Entre maio e agosto, realizou-se a temporada Reimagining the Untold, que resultou de um convite ao Coletivo InterStruct para desenvolver uma investigação sobre o papel dos Açores no contexto do colonialismo português. Esta temporada teve origem numa residência artística realizada em janeiro de 2025, acompanhada pela equipa da vaga, e que constituiu a base conceptual e metodológica do programa desenvolvido nos meses seguintes.
O processo culminou numa exposição coletiva com curadoria do Coletivo InterStruct, apresentando novas comissões resultantes da investigação desenvolvida nos Açores. Para esta exposição foi convidada a artista local Neuza Furtado. Uma das obras apresentadas resultou de um workshop de criação coletiva conduzido pelo Coletivo InterStruct com um grupo de 12 pessoas imigrantes de primeira e segunda geração residentes em São Miguel, no âmbito do projeto MELT — Módulos Experimentais para Transmalhar. A temporada foi acompanhada por um conjunto de atividades paralelas, incluindo sessões de leitura e performances.
Durante este período, a vaga acolheu igualmente várias residências artísticas e projetos. Quinze estudantes de arquitetura da Rhode Island School of Design (RISD), nos Estados Unidos, participaram numa residência de duas semanas, apoiada pela Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento (FLAD), durante a qual colaboraram com artesãos e entidades locais no desenvolvimento de estudos preliminares para um Butterfly Pavilion (Pavilhão de Borboletas). O projeto foi coordenado pelos professores Jonathan Knowles e Laura Briggs.
No mesmo período, a vaga integrou a comissão organizadora do Azores Pride 2025, um festival e movimento ativista dedicado à celebração e defesa dos direitos da comunidade LGBTQIA+ açoriana. Nesta edição, as atividades estenderam-se por cinco ilhas do arquipélago, culminando em São Miguel, no último fim de semana de junho.
Em junho, a vaga acolheu ainda a investigadora Gisela Casimiro numa residência de escrita, desenvolvida em parceria com a revista Contemporânea.