Walk&Talk como Festival (2011—2022)
Criado em 2011, o Walk&Talk afirmou-se ao longo de doze edições como um festival de artes, adaptando o seu formato continuamente para criar um espaço de experimentação e diálogo. Através da realização anual de residências, instalações, performances e programas públicos, o festival desenvolveu uma relação ativa entre a criação artística contemporânea e o contexto geográfico, cultural e social dos Açores.
Ao longo destes doze anos, o Walk&Talk acolheu mais de 500 artistas, curadores e criadores de diferentes áreas e proveniências, que se envolveram com o território insular através de práticas site-specific e processos participativos. A sua programação expandiu-se progressivamente a várias disciplinas, afirmando o Walk&Talk como um espaço de encontro, risco e troca, e posicionando os Açores no circuito internacional da arte contemporânea.
Caminho para a Bienal
Em 2023, o Walk&Talk iniciou a sua transição de festival anual para uma bienal, com o objetivo de aprofundar o envolvimento com o território e as suas comunidades, e de investir no desenvolvimento de projetos artísticos de maior fôlego e duração. Este processo, que culmina com a primeira edição bienal em 2025, deu origem ao Caminho para a Bienal — um programa intermédio que decorre nos anos em que a bienal não acontece.
O Caminho para a Bienal cria o contexto e as condições para a preparação de cada edição, através de residências, encontros, assembleias, formações e outras ações que envolvem redes locais e internacionais. Estas iniciativas permitem testar ideias, construir relações e antecipar temas e metodologias, afirmando o Walk&Talk como uma estrutura viva, em permanente diálogo com o seu lugar e o seu tempo.